O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) negou hoje, em comunicado, um pedido de demissão do presidente do conselho de administração, José Filomeno dos Santos, conforme divulgado por alguma imprensa angolana, sublinhando antes o retorno financeiro obtido em cinco anos.


O FSDEA gere activos do Estado no valor de 5.000 milhões de dólares e José Filomeno dos Santos foi nomeado para aquelas funções, em 2012, pelo pai e então chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, tendo visto o nome do fundo envolvido no recente escândalo ‘Paradise Papers’, sobre paraísos fiscais.

Aliando este caso ao anunciado discurso de combate cerrado à corrupção feito pelo novo Presidente angolano, João Lourenço, e à exoneração e retirada de negócios, só esta semana, a três outros filhos de José Eduardo dos Santos, incluindo a saída de Isabel dos Santos da Sonangol, alguma imprensa angolana noticiou nos dias um alegado pedido de demissão apresentado por José Filomeno dos Santos ao chefe de Estado.

“O Fundo Soberano de Angola vem por este meio declarar que tais rumores são completamente falsos”, responde a instituição, em comunicado.

No mesmo documento são destacados, contudo, os “esforços e recursos” colocados pela equipa do FSDEA “para estabelecer uma instituição com uma estrutura de governança sólida capaz de implementar a política de investimento definida pelo Governo angolano” e recorda que os resultados financeiros de 2016, auditados pela Deloitte & Touche, referem que a instituição atingiu um resultado líquido, de 44 milhões de dólares, o que aconteceu pela primeira vez.

“Após menos de quatro anos de actividade de investimento, esta conquista é considerada como o resultado de decisões prudentes de investimento e retornos positivos dos investimentos nos sectores da agricultura e infraestrutura”, enfatiza o comunicado.

“O FSDEA comemora o seu quinto aniversário e a sua equipa está extremamente satisfeita com os muitos sucessos que alcançou num curto período de tempo. O Fundo Soberano de Angola continua inalterado por estas notícias enganosas e continuará com o seu mandato realizar investimentos prudentes e de apoiar o desenvolvimento do sector não petrolífero em Angola”, aponta aind

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